terça-feira, 4 de março de 2014

CAPÍTULO 01




2013

Se alguém perguntasse a Carla do que ela mais sentia falta nos anos 80, com certeza não seria das sessões vespertinas de cinema, assistindo os filmes água com açúcar de Molly Ringwald... Nem do relógio Champion que trocava as pulseiras... Muito menos dos cabelos cortados em camadas, gel new wave, camisetas e vestidos verde limão, rosa choque, abóbora e amarelo fosforescente... O sapato combinando com a roupa,  calça baggy e semi baggy, batom 24 horas, mochilas e carteiras emborrachadas, Cubo mágico, Atari, Mobilete, Walkman, ombreiras...

Sempre que pensava nisso, uma nostalgia indescritível a fazia pensar:

“O que realmente perdi, e que ficou lá atrás? Nada. A não ser eu mesma...”

E por um breve instante se permitia... Quase conseguia... Estar de volta... Ao seu antigo quarto... Na casa dos pais... As luzes apagadas, o rosto entre as grades da janela do décimo segundo andar para ver melhor as estrelas...

Na época parecia que só olhando para cima, para o universo e sua vastidão imensa conseguia se ver inteira.

Era sempre nesse ponto que parava.

E retomava a realidade, sacudindo a cabeça negativamente... Rindo de si mesma.

Antes de afirmar mentalmente, tentando se convencer, ou talvez, aceitar que...

“Agora o espelhinho que carrego na bolsa é suficiente.”



Naquele dia, chegou em casa exatamente às 19 horas. Como fazia todo dia. Abriu a caixinha do correio e pegou os envelopes que estavam lá dentro de forma displicente.

No elevador, foi separando: os meus e os dele.

E ali, bem no meio, um sem remetente. Endereçado a ela.

“Provavelmente propaganda...” 

Abriu a porta do apartamento e, enquanto pendurava a chave na parede, gritou:

- Cheguei!

Baixo demais. Ninguém respondeu. Pendurou a bolsa, colocou as pastas em cima da mesa de jantar e caminhou pelo corredor, os saltos fazendo um ruído compassado.

Bateu na primeira porta. Só a abriu e entrou depois que ouviu o usual e monocórdico:

- Entra.

Vindo de Leonardo, o filho mais velho. Como sempre, sentado na frente do computador. Carla aproveitou para passar a mão pelos cabelos curtos, num afago disfarçado - um dos poucos que ele permitia atualmente - sentindo saudade de quando ele ainda era um menininho carinhoso...

Suspirou, pensando no quanto adoraria se ele pedisse:

- Mãe, me empresta o carro?

Mas era apenas um desejo irreal, inspirado nostalgicamente na música de Rita Lee. Quando não estava na faculdade, o garoto só vivia trancado no quarto. Não tinha namorada e os pouquíssimos amigos eram como ele. Carla se preocupava, queria que ele saísse. Vivesse.

Ao mesmo tempo, se questionava. Até que ponto era apenas uma necessidade de enquadrá-lo, não querer que ele fosse diferente. Sofreria menos? Carla não saberia dizer...

Sorriu de novo, voltou a acariciar os cabelos arrepiados e o deixou trancado na rotina virtual de sempre.

No quarto em frente, Letícia estava de porta aberta, guardando algumas roupas e objetos na mochila.

Carla perguntou:

- Aonde você vai?

Do alto da superioridade que seus 17 anos lhe conferiam, ela disse:

- Mãe, você esqueceu! Olha só... Eu te disse que ia dormir na casa da Paula hoje, lembra?

Como esquecer?

Paula, a inseparável melhor amiga, causadora de conversas veladas à noite, onde o marido de Carla sussurrava:

- Você não acha esquisito?

Ela pacientemente respondia:

- Garotas são assim mesmo, querido.

Mas ele insistia:

- Não sei não. E se elas...

Carla apenas ria... Da preocupação que ele tinha. O medo que a filhinha do papai, a princesinha acabasse gostando de meninas.

E nunca dizia o que realmente pensava sobre isso:

- Se ela for lésbica, não tem nada que você possa fazer pra impedir.

Letícia fechou a mochila, beijou a mãe e saiu.

Carla foi para seu próprio quarto. Colocou as cartas do marido em cima da mesinha de cabeceira antes de sentar-se na cama para abrir as dela...

Conta de luz, proposta de cartão de crédito, propaganda política...

E de repente, o envelope sem remetente. Ainda misterioso à sua frente.

Abriu rasgando o papel e viu.

O inesperado convite.

Para um espetáculo. Na verdade, um monólogo.

Com Júlia Prantine.

Não foi o nome dela que causou o estremecimento que teve. Foi a frase escrita à mão no verso, com a letra que nunca tinha conseguido realmente esquecer:

“Vem me ver?”





Tinha sido um impulso?

Por mais que tentasse, Júlia não conseguiria dizer que sim. Não que tivesse planejado. Mas de alguma forma irônica e cruel - que nomearia de destino se destino fosse algo em que acreditasse - tudo tinha se encaixado... Pouco a pouco... Peça por peça...

Claro que o mês de Julho sempre tinha esse efeito sobre ela, o de trazer de volta lembranças, desejos e frustrações que tinha mantido escondidos, trancados a sete chaves. Como corpos em decomposição que viessem à tona. Esqueletos no armário.

Naquela noite em especial, Júlia não quis sair, ficou sozinha no apartamento enorme e vazio virando um copo de Whisky Escocês atrás do outro. Estava cansada das festas, dos corpos, das máscaras, dos aplausos, dos flashes. Do sexo feito sem sentimento nem essência, só pelo tesão de momento, que se esgotava antes mesmo que terminasse. Das relações efêmeras... De estar só... Mesmo quando acompanhada.

Claro que isso tudo vinha dela mesma. Escolhas... Que tinham sido feitas sem que calculasse, sequer desconfiasse o seu verdadeiro significado e efeito. No fim das contas, o glamour não passava de um falso reflexo, sem nada a ver com o que realmente havia dentro do espelho.

E Júlia sabia, conseguia determinar o instante preciso em que tinha se atirado de pernas abertas sobre a quimera.

O próximo passo pareceu natural.

Ligou para Daniela e foi direta:

- Me consegue o endereço da Carla?

Em um primeiro momento, ela não entendeu:

- Carla? Que Carla?

Júlia não precisou explicar. Soube que a compreensão da prima veio... Pelo silêncio dela, que pareceu durar uma eternidade do outro lado...

- Júlia... Pra que mexer no passado?

Respondeu com a indiferença falsa, mas convincente, que os muitos anos atuando nas telas, nos palcos e na vida lhe proporcionavam:

- Só quero mandar um convite. Mais nada.

Se fosse qualquer outra pessoa, teria acreditado. Mas Daniela a conhecia... Na verdade sabia... Demais.

Ficou claro no tom dela ao falar:

- Tá. Eu vou tentar.





Carla hesitou, mesmo depois que chegou à porta do teatro.

“O que eu estou fazendo aqui?”

Era o que não conseguia parar de pensar.

Mesmo assim, ficou na fila da bilheteria, trocou o convite por um ingresso e entrou, ainda sem uma resposta aceitável.

Os lugares eram marcados. O dela estrategicamente. Na primeira fila. Perto... Demais.

Concentrou-se em manter a respiração controlada, sem muito resultado, durante os minutos intermináveis que esperou... Até que finalmente, a cortina se abriu.

Durante todos aqueles anos, tinha visto Júlia milhares de vezes. Em fotos, filmes, novelas, comerciais... Apesar disso, não estava preparada.

Ficou estática, na verdade hipnotizada... Enquanto o corpo inteiro reagia, de um jeito dolorosamente irracional, sem que pudesse, sequer quisesse evitar... O impacto devastador que a simples presença dela lhe causava.

Como se o tempo não existisse e o passado voltasse...





1988

- Olhaí, Carla... Veste a blusa!

- Quê?

Carla estava longe... Nos sonhos ingênuos de seu mundinho particular... Olhou para Patrícia sem entender nada. A amiga continuou imperativa:

- Rápido!

Só compreendeu o porquê no momento seguinte, quando viu a garota loira que tinha acabado de entrar no vestuário feminino...

- A Deborão...

Foi o sussurro de alerta geral, acompanhado do farfalhar frenético de corpos sendo rapidamente tapados. Nenhuma delas ficava despida na frente da tal garota, desde que o boato - de autoria e fonte anônimos - tinha se espalhado:

- Sapatão!

Agressão que se repetia, por toda a escola, sempre que Deborão passava... Nos corredores, pátios, banheiros, salas de aula... De maneira covarde, pois nunca se sabia ao certo de onde vinha nem quem gritava...

Carla não concordava, mas também não discordava. Mantinha distância e, como todos os outros, morria de medo de ser contaminada por esse ou qualquer outro tipo de lepra social.

Não que fosse das mais populares. Tirava notas boas demais... Além disso, gostava de ler, de ver filmes, de brincar com a irmã mais nova, a mãe a prendia, a tratava como criança ainda, era sempre uma luta para conseguir sair de casa e... Na maior parte do tempo fingia... A empolgação que demonstrava por Rob Lowe, Tom Cruise, Patrick Swayze, New Kids on The Block, A-Ha, ou pelos beijos babados e cheios de mãos dos garotos reais...

Claro que essas eram coisas que ela escondia, nenhuma das amigas poderia saber ou sequer imaginar... Pois não suportaria... Fazer parte dos que nunca eram convidados para nada, andavam sozinhos e eram sempre os últimos a serem escolhidos... Os proscritos... Habitantes da solitária Sibéria da exclusão.



Aquele final de semana começou diferente, em todos os sentidos. Começando pela imediata concordância da mãe. Permitiu que viajasse com Patrícia e Daniela sem nem hesitar. Estranho... No mínimo.

Mas Carla não quis pensar muito sobre isso. Arrumou a mochila rapidamente, com medo... De que ela mudasse de ideia, ou quem sabe... Não estivesse falando sério, ou... Pior... Que resolvesse telefonar para mãe de Patrícia para se certificar da única restrição que fez:

- Contanto que sejam só vocês e não vá nenhum menino...

Mas nem isso.

Claro que foi pior, muito pior. Envolveu Carla numa culpa horrível... Que passou, assim que dobrou a esquina, onde Patrícia e Beto a esperavam dentro do carro. Patrícia quase explodindo de orgulho... Só porque o namorado estava dirigindo o carro do pai...

- Não é o máximo?

Tinha segredado na véspera, para uma Carla que achava tudo aquilo... O cúmulo do ridículo.

A única coisa que perguntou foi:

- Ele tem carteira?

Patrícia riu:

- Não viaja na maionese, Carla! O Beto não fez dezoito ainda... 

Ao ver a cara que Carla fez, completou: 

- Fica tranquila... O pai dele deu uma grana se alguém parar a gente... Mas acho difícil, porque o Beto parece bem mais velho de barba, né?

Barba...

Seria esse o nome das penugens que Beto tinha na cara?

Carla riu na hora, e voltou a rir ao lembrar...

- Posso saber qual é a graça? Quero rir também...

A pergunta de Patrícia jogou Carla de volta ao momento presente, dentro do carro... A quantidade de vezes que aquilo acontecia fazendo com que respondesse fácil:

- Nada...

Patrícia ficou de costas, ajoelhada no banco, para olhar melhor para ela enquanto dizia:

- Você e seus segredinhos... 

E como Carla nada disse, continuou: 

- Vamos passar na Dani pra pegar ela e a prima.

Carla perguntou só para parecer o oposto do que ela estava... Interessada:

- Prima? Que prima?

Funcionou. Patrícia disparou, empolgadíssima:

- Sei lá, eu não conheço. Foi a mãe da Dani que obrigou. Ou ela trazia a prima ou não vinha. E eu falei que podia trazer, né? Claro! Tomara que não seja uma chata!

E Carla... Fez a única coisa que podia fazer... Deu mais linha:

- Sabe o nome?

Patrícia já tinha sentado. Olhou por cima do ombro, entre o banco dela e o do motorista:

- Que nome?

Carla riu:

- Dã... Da tal prima?

Se Carla soubesse... Se pudesse prever... A importância que teria... Teria prestado mais atenção... Naquele nome... Na primeira vez que o ouviu...

- Júlia. Acho que é isso.

Mas naquele instante foi tudo completamente banal, nenhum detalhe marcante ou inesquecível. Tanto que muitas vezes depois, tentou se recordar de como foi... Aquela primeira vez que viu Júlia, quando foram apresentadas, o que conversaram, como foi a viagem de carro... Sem resultado.

Todas as lembranças que tinha eram de depois...



- Dani, você diz pra galinha da sua prima parar de dar em cima do meu namorado!

Carla desviou o olhar da discussão acirrada das duas amigas na frente da pia da cozinha e olhou pela janela. De onde podia ver perfeitamente a beira da piscina, onde Júlia estava, passando bronzeador no corpo. Ela possuía uma beleza marcante, isso era inegável. Beto e Marcos pareciam dois cachorrinhos babando, de um jeito nada velado, enquanto Júlia, de um jeito que para Carla era claro, tentava dispensá-los, sem ser indelicada...

Mas não adiantaria dizer isso nem para Patrícia nem para Daniela, elas jamais culpariam os namorados... Mais fácil responsabilizar a...

- Piranha!

Daniela concordava:

- Vaca!

Eduardo entrou na cozinha naquele momento exato:

- Quem?

Não esperou a resposta que não veio. Colocou a garrafa de cerveja vazia em cima da pia e pegou outra na geladeira:

- Cara... Tá maus... A cerveja não vai dar... Precisamos reabastecer...

Lançou um olhar profundo para Carla... Antes de voltar para a piscina, onde e Beto e Marcos o esperavam...

O suficiente para Patrícia e Daniela a cercarem:

- E então?

Carla tentou se fazer de desentendida:

- Quê?

Sem resultado:

- Ai, deixa de ser pamonha, Carla! Não vê que o Edu tá te azarando?

- Vai ficar com ele ou não vai?

Só então Carla parou para pensar... E para olhar para o rapaz moreno de sunguinha... Sem se importar muito com o corpo, se ateve mais ao rosto... Traços finos, mas firmes... Olhos castanhos expressivos, quase suaves...

Qualquer garota consideraria:

- Lindo!

- Um gato!

Como as duas amigas rapidamente o definiram. No entanto, para Carla, era absolutamente indiferente... Achava bonito, da mesma forma que acharia um quadro, um vestido ou uma pilastra... De forma puramente estética, sem emoção nem nada de pessoal. Como sempre acontecia e fazia com que, cada vez mais, confirmasse a suspeita que trazia trancada a sete chaves: era fria. Não conseguia nem jamais conseguiria sentir nada...



A partir dali, Patrícia não desgrudou mais do namorado. Daniela fez o mesmo com Marcos. Os quatro acabaram saindo para comprar mais cerveja. E Carla ficou com Edu e Júlia na beira da piscina.

Deitada na espreguiçadeira de olhos fechados, Júlia parecia completamente alheia a tudo e a todos, até o momento em que, após uma das muitas frases nem um pouco indiretas que Edu já tinha lançado para Carla, se levantou e falou:

- Vou deixar vocês dois mais à vontade...

E mergulhou na piscina...

Foi a deixa que Edu precisava... Prendeu uma mecha de cabelos de Carla atrás da orelha dela enquanto dizia:

- Você é linda... Tô louco pra te beijar...

Já aproximando os lábios e materializando a frase... Delicadamente a princípio e depois forçando com a língua a entrada... Carla não achou de forma alguma, desagradável... Muito pelo contrário... Foi bom... Mas não o bastante para continuar, como ele queria, durante todo o resto da tarde...

Para isso precisou virar alguns muitos copos de cerveja... Tantos que, aproveitando uma ida de Edu ao banheiro, Patrícia a puxou para um canto para perguntar:

- Você tá bem?

Carla respondeu:

- Claro! Por que não... - Sem conseguir conter um soluço no meio da frase: - Estaria?

Com uma preocupação um pouco displicente, na verdade do alto de sua superioridade de alguns poucos porres e ressacas morais vivenciados, muito mais achando graça em ver toda a caretice da amiga ir por água a baixo, Patrícia tentou advertir e... Ajudar:

- Ah, Carlinha... Tá bêbada já... Toma um pouco de Coca...

Óbvio que Carla se indignou e... Recusou:

- Não! Me deixa em paz!

A lata de refrigerante se espatifou no chão, no exato momento em que Júlia passava...

- Tudo bem?

Os olhos encontraram os de Carla... Causando uma reação estranha, absolutamente incoerente... Imediata e fulminante... Que Carla tentou reprimir, inutilmente...

Deixou que Patrícia respondesse, com total animosidade:

- Tudo bem sim, obrigada por perguntar.

Júlia se afastou...  Na mesma velocidade em que a cabeça de Carla girou... E girou... E girou... Em parte pela bebida, em parte pela força do que estava sentindo... Num surto de incoerência total que quase a fez confessar:

- Acho que eu... O que eu... Queria... De verdade...

Não chegou a completar a frase. O corpo se projetou para frente e vomitou no chão... Antes que Patrícia ou ela mesma pudessem compreender o real significado do que ia falar...



No dia seguinte, Carla acordou perdida, sem se lembrar de nada e querendo saber como tinha ido parar na cama que lhe tinha sido destinada: a de baixo do beliche, no “quarto das meninas”.

Não demorou muito para descobrir. Deitada na cama ao lado, Daniela contou, com detalhes, como a havia arrastado até o banheiro, jogado debaixo do chuveiro e vestido com a camisola, antes de colocá-la na cama...

Totalmente vexada, a única coisa que Carla conseguiu dizer foi:

- Que mico...

E pensar com que cara iria olhar para os outros... Até porque não se lembrava do que exatamente tinha feito...

Achou melhor perguntar:

- E... Eu e... O Edu?

Dani fez questão de tranquilizá-la:

- Sem grilo, vocês só ficaram, não rolou nada demais...

Depois se vestiu e saiu do quarto.

Carla continuou deitada durante um longo tempo.

- Bem feito, Carla! Quem manda extrapolar?

Disse alto para si mesma, antes de respirar fundo, tomando coragem para levantar. Quando finalmente conseguiu, se deparou com Júlia deitada na cama de cima do beliche.

Tentando se convencer de que era a surpresa que a deixava paralisada e, sem conseguir desviar os olhos, acompanhou cada movimento que Júlia fez... Ao abaixar o livro que estava lendo, virar o rosto e fitá-la... 


CONTINUA... ASSIM QUE... 

LEIA ABAIXO:


Olá!
Hoje tem início a postagem de mais um romance inédito de Diedra Roiz.
O INFINITO EM DUAS VOLTAS, o infinito em suas infinitas voltas unindo, entrelaçando, separando, reunindo. Um caminho que tem valor por cada passo na estrada, muito mais do que o fim em si...
Esse novo romance é uma realização conjunta. Não seria possível sem a colaboração de tod@s @s leitor@s, de tod@s as pessoas que acreditam no valor de demonstrar sua presença, sua opinião, seu apoio.
Agradecemos a tod@s por todas as manifestações tanto nos comentários quanto pela colaboração na campanha das cotas durante os dois últimos romances de Diedra e Wind. Eles tornaram possível tanto a realização deste romance, quanto o das próximas novidades que logo a Diedra conta a tod@s.
Enfim... A campanha das cotas vai continuar, as regras estão aqui embaixo e, de antemão, agradecemos pelo sincero se doar de quem participa.
Um grande abraço,
Azamigah


A fórmula vocês já conhecem, mas só para lembrar:
- Assim que atingirmos 50 cotas de R$ 10,00,
ou total de R$ 500,00, será liberado um capítulo por semana.
- Qualquer leitor@ pode fazer a doação no valor de R$ 10,00 ou mais.
- Se atingirmos 100 cotas de R$ 10,00, ou total de R$ 1.000,00, serão liberados dois capítulos por semana.
- Ao atingir 150 cotas de R$ 10,00, ou total de R$ 1.500,00, serão postados três capítulos por semana.

 

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O segundo capítulo só será postado quando atingirmos 50 cotas ou R$ 500,00
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100 cotas = dois por semana
150 cotas = três por semana


Música que inspirou  o capítulo:
http://www.youtube.com/watch?v=jQyazt4RDTM



postado originalmente em 04 de Março de 2014 às 18:00.



25 comentários:

  1. Anos 80, com toda a sua breguiça mágica, da vontade de poder se expressar, ser quem se é, aventurar-se. Magia ser adolescente nos loucos anos 80. Que venha mais uma história com a qual a gente se identifique (tipassim, ó meu nome lá!), que Julia e Carla se tornem nossas amiguihas de infância e passem ótimas horas tomando o chá das 18h.

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    1. Carlinha,
      Ó poderosa betíssima, salve salve!
      Vc mais que ninguém sabe o quanto eu estou possuída por essa história e suas personagens...
      O nome Carla é uma homenagem, viu?
      Espero que vc goste!
      bjo muito mais que gigantesco e especial no seu coração peludo e em camadas!

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  2. Ótimas lembranças dessa época... Breguice total e a gente se achava o máximo... k k k
    Conhecendo Diedra Roiz tenho certeza q seremos lançadas numa viagem ao passado.
    Acredito q esse será mais um sucesso, podem apostar.

    Parabéns Di...
    Arrasa novamente...

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    1. Guria,
      Ah, os anos 80...
      Época maravilhosa e ao mesmo tempo... Tão difícil...
      Qdo estava lá tudo que eu queria era que terminassem, eu não via a hora de entrar na faculdade! Na verdade... Minha meta sempre foi fazer 30 anos! kkk
      Agora relembrando me dá uma saudade... Uma melancolia... Estou adorando!
      Bom saber que vc e as outras leitoras tb vão embarcar comigo em mais uma viagem...
      bjo ultra mega giga hiper maneiro!

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  3. Eita, de volta aos anos 80! Vai ser uma viagem ao passado? Rs
    Já me vi na história do vômito, eca! kkkkk
    Um luxo ter a oportunidade de ler um novo conto de Diedra Roiz!
    Já sei que serão dias de muita ansiedade e prazer, pois ler seus escritos
    é como mergulharmos nas nossas próprias histórias. Você escreve como
    ninguém sobre os mais nobres sentimentos humanos, amor, caráter, dignidade, sofrimento e etc.
    É difícil descrever o quanto seus textos me tocam. Até porque não tenho o dom da escrita. infelizmente.
    Você me emociona sempre!
    Enfim, parabéns e todo sucesso do mundo!
    Grande abraço
    Celia Marct

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    1. Celinha!
      Que bom ter companhia, pq tb estou aqui nos 80! kkk
      Vc vomitava muito, é? Eita! rsrs
      Emocionada fico eu ao ler um comentário desses...
      Minha amiga, como te agradecer?
      Muito, mas muito obrigada mesmo!
      E lá vamos nós! No túnel do tempo...
      bjo imensamente super mega hiper gigantesco de Aquaplay!

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  4. Viagem aos anos 80, vai ser interessante relembra-los através das tuas personagens...
    Para já o 1º capitulo já instigou curiosidade para o próximo que esperemos que seja logo postado ;)
    Muita inspiração...
    Bjs
    Sandra

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    1. Oi Sandra!
      Td bem, linda?
      Que bom te "ver" por aqui!
      Está sendo um prazer especial escrever essa história... Tantas recordações... Mais especial ainda poder compartilhar com vcs!
      Obrigadíssima!
      Espero que goste do segundo capítulo, e que seja postado logo, né?
      bjo muito mais que ultra super hiper mega imensamente fita K7!

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  5. já adorei,gosto muito quando envolve histórias passadas nos contos,fica muito emocionante. bjão enorme !! ass aninha arwen

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    1. Oi Aninha!
      Td bem, linda?
      Nos anos 80 ou vc era um bebê ou nem tinha nascido, né? kkk
      Obrigada, minha amiga, pela sua presença e apoio constantes!
      Espero que goste do INFINITO!
      bjo mega super hiper ultra imensamente cubo mágico!

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    2. sim eu era um baby kkkkk nasci em 88,mas amo as músicas dos anos 80,bjs enormes!! ass aninha arwen

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  6. Bom dia!
    Passando pra deixar meus parabéns por mais este romance e te desejar sucesso! Você merece...
    Primeiro capítulo já me deixando ansiosa para mais postagens durante a semana... Vou começar a fazer campanha kkkkk
    Muito bom recordar uma época que foi marcante em minha vida... Estava começando minha vida adulta e profissional e também foi quando comprei meu primeiro aparelho de som e meus primeiros LPs ( que tenho até hoje e ainda curto muito) e também vídeo cassete 4 cabeças... kkkkkk
    São tantas emoções... Tanta saudade!
    Tamo junto!
    Sucesso, sucesso, sucesso!
    Um grande beijo!

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    1. Oi Rosana!
      Bom dia!
      Então... Escrever essa história está sendo... Um apanhado de emoções, lembranças, flashbacks... Saudade, muita saudade e nostalgia... Estou adorando "viver" isso... Espero que quem leia tb sinta o mesmo...
      Que Júlia e Carla consigam tocar vcs como fizeram as Marias!
      Obrigadíssima!
      bjo muito mais que hiper ultra super mega imensamente na ombreira!

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  7. Caraca que inicio foi esse?? Maravilhoso demais perfeito! Anos 80 ano que nasci e vivi boa parte dele sinto saudades quem não tem rs...Diedra mas um sucesso, um começo lindo e marcante...Parabéns!

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    1. Viviane, sua linda!
      Como te agradecer, né?
      Espero que vc goste da história!
      bjo ultra mega hiper suuuuuuuuuuuper imensamente giga Mirabel de Chocolate!

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  8. Parabéns Diedra...fiquei com gostinho de quero mais....!!

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    1. Oi Marcela!
      Td bem, linda?
      Obrigadíssima, viu?
      Não pode ter incentivo maior que esse!
      bjo suuuuuuuuuper imensamente hiper ultra mega giga Genius!

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  9. Primeiro capítulo e já me encantei com a história. Parabéns por esse dom maravilhosa, Diedra. Adoro o jeito como escreve, os diálogos e os detalhes que consegue transmitir para nós, leitores. Não vivi os anos 80(sou dos 90) mas minha namorada sim. Ela sempre me fala de como eram as coisas "na época dela". Risos. Eu e a minha "criança dos anos 80" sempre acompanhados juntas as suas história. Beijos.
    Mari

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    1. Oi Mari!
      Td bem?
      Obrigadíssima, linda!
      Ah, os anos 80... kkk
      Saudosismo e nostalgia...
      Joguei todo em O INFINITO EM DUAS VOLTAS, viu? kkk
      Espero que vcs duas gostem dessa nova história!
      bjo muito mais do imensamente gigantesco de Mirabel pra vc e pra sua "criança dos anos 80"!

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  10. Então. .. Já percebi que esse conto vai ser infinitamente arrebatador. Mexer com nossa memória, com o passado... reviver, ou melhor, reacender em nós esses momentos de adolescência, e também, de grandes descobertas. Notei, o que é de esperar de ti, que as personagens mostram um pouco dos seus traumas, da amargura sentida após tomadas algumas escolhas e também da ferida que ainda tá ali...aberta...pedindo pra ser curada... do amor grande, real e surreal. Julia, Carla...e Patricia. Adorei essa! Rsrs
    Minha amiga, mais uma vez não tenho dúvidas qt ao sucesso desse conto! ! Vc arrasa!
    Bjs

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    Respostas
    1. Amigaaaaaaaaaaaaaaaa
      Ter vc aqui é simplesmente... Como diria Evandro Mesquita:
      "Que felicidade! Que felicidade!!!"
      kkk
      Olha, eu juro que a Patricia não é inspirada em vc, tá?
      Júlia e Carla...
      Vamos ver no que dá, né?
      Quero mais comentários seus, por favor!!!
      E não vale só no WhatsApp!!! kkk
      beijo muito mais que ultra hiper super imensamente mega gigantesco e especial!

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  11. Respostas
    1. Btse!
      Amiga queridaaaaaaaaaaaaa!!!
      Obrigadíssima!!!
      Saudade de vc, linda!
      Que bom te "ver" por aqui!
      bjo imenso no seu coração!

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  12. MIGRAÇÃO DOS COMENTÁRIOS DO FACEBOOK:

    Ana Afonso: Adorei o inicio...como tudo que vocês escrevem...
    4 de março às 17:28 ·

    Irini Yannopoulos: Perfeiitoo!! *--*
    4 de março às 18:01 ·

    Diih Oliveira: Infelizmente não consigo comentar la, mais eu amo romance de épocas, adorei o primeiro capitulo, vai ser uma história e tanta em!!! *-*
    4 de março às 18:04 ·

    Diedra Roiz: Comenta aqui mesmo, Diih Oliveira!
    Sabe que pra quem escreve esse retorno é super importante, né?
    bjo imenso, lindo!
    4 de março às 18:06 ·

    Diih Oliveira: Super!!! Ah tempos não leio nenhum romance, mais esta maravilha eu vou ler tudo com o maior prazer e paixão, vcs duas sabem como amo muuuuuiiiiiitoooo tudo o que vcs escrevem ne?! bjos imensos com muito carinho no coração de vcs!
    4 de março às 18:13 ·

    Emilia Ferreira: Bah que maravilhoso foi esse primeiro capitulo diferente de todos os outros to curiosa e parabéns pelo seu talento que alimentar o meu prazer de ler
    4 de março às 18:34 ·

    Denise Martins: primeiro cap. demaisss
    4 de março às 19:40 ·

    Lyndse Monteiro: Uma proposta sensacional. Você sempre se supera, rs. Está de parabéns!
    4 de março às 20:10 ·

    Rosana Lima Silva: Primeiro capítulo... Muitas recordações e muitas emoções!!! Ansiosa pelo segundo... Já fez sua doação?
    5 de março às 09:19 ·

    Aldah Monteiro: Perfeito... Adorei!
    Ansiosa pelo o segundo cap.
    5 de março às 18:34 ·

    Gynna Gurgel: olha amei *-*
    5 de março às 19:39 ·

    Ninha Batista: ai gente sempre gostei de ler a historia toda de uma vez,, é agoniante ler um capitulo e ficar esperando o proximo, fico ansiosa vindo aqui pra ver se já tá pronto. Obs: Adoreiiiiiii Diedra, o primeiro capitulo, qnd vem o segundo?
    6 de março às 11:48 ·

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